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Uma Carta para o Pai Natal:
«Querido Pai Natal:
Eu queria mesmo, mesmo, mesmo, mesmo um cãozinho este ano. Vá lá, vá lá, vá lá.
António.»
E a resposta:
Querido António
Essa trampa de pedinchice talvez resulte com os teus pais, mas aqui não. Vais receber um camisolão de novo.
O Pai Natal».
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Zeca Afonso de chocolate - 2008-09-26 03:49


As esculturas de chocolate, de massa de pão e açúcar foram as grandes atracções da Feira do Chocolate, que levou mais de dez mil pessoas a visitarem Grândola.

Luísa Lopes e o marido foram um dos muitos casais que admiraram o mestre Paulo Santos a esculpir o busto de Zeca Afonso em chocolate branco e preto. "Impecável. É a cara dele", disse a visitante, que viajou desde Setúbal. A obra de arte, segundo o escultor, "pesa cerca de 35 quilos e foi um trabalho de quatro dias".

Organizado pela empresa Coisas Doces e Associação de Jovens de Grândola, o evento contou com 50 expositores de venda de doces, demonstrações de chocolaterapia e acções de formação.

As esculturas e os trabalhos de pintura em chocolate realizados pelos formandos do Centro de Formação Alimentar foram outros dos destaques da feira. Carlos Monteiro, responsável do centro, referiu que "estes eventos são importantes para mostrar o trabalho artístico em pastelaria, sem segredos".


Fonte: http://vejambem.blogspot.com/2008/11/zeca-afonso-de-chocolate.html



"Latcho Drom" na AJA - 2008-09-26 03:49



Integrado na 1ª mostra do movimento associativo de Setúbal, a AJA apresenta, no dia 28 de Novembro, pelas 21 horas, na sede da AJA, o filme "Latcho Drom" de Tony Gatlif seguido de um pequeno debate.
"Latcho Drom" conforme escreveu José Navarro de Andrade, "não é um filme sobre os ciganos - é um filme cigano. Uma obra que faz do olhar um modo interior de ver o povo rom. Ajuda e muito que Tony Gatlif, o seu realizador, seja ele próprio um homem da raça".


Latcho Drom, mistura de documentário e musical. Latcho Drom assume a forma de viagem que, durante um ano, do verão ao outono e do inverno à primavera, acompanha diversos grupos nomadas, desde a Índia até a Espanha, passando pela Turquia, Romênia, Hungria, República Checa, Alemanha e França, relembrando o massacre nazi que dizimou milhares de ciganos nos campos de concentração e finalmente denunciando/exorcizando os crimes e preconceitos sofridos ao longo dos séculos. Por intermédio de rituais coletivos ? que valem não pela codificação que instituem, mas sim pelo reunir de pessoas a fim de compartilhar experiências individuais com a comunidade ?, os quais se manifestam na música e na dança, Gatlif, com fé e alegria juvenis, acaba por celebrar a vida, que explode em cores, ritmos, movimentos e energia contagiantes.

Apareçam!


Fonte: http://vejambem.blogspot.com/2008/11/latcho-drom-na-aja.html




Frei Fado d´El Rei vence o Prémio José Afonso 2008 - 2008-09-26 03:49

O grupo Frei Fado d´El Rei venceu o Prémio José Afonso 2008 com o álbum "Senhor Poeta - Um tributo a José Afonso", anunciou hoje a câmara municipal da Amadora, que atribui o galardão.

O júri, que decidiu por unanimidade atribuir o prémio aos Frei Fado d´El Rei, foi composto por António Moreira, Olga Prats, Carlos Pinto Coelho e Natália de Matos.

Os Frei Fado d´El Rei, que receberão o prémio no dia 29 nos Recreios da Amadora, surgiram no Porto em 1990 como um projecto inspirado na música de raiz popular e tradicional.

O álbum de estreia, "Danças no tempo" foi lançado em 1995, um ano depois de os Frei Fado d´El Rei terem integrado a colectânea "Filhos da Madrugada", de homenagem a Zeca Afonso.

Desde então editaram ainda "Encanto da Lua" (1998), o álbum ao vivo "Em concerto" (2003) e "Senhor Poeta", registo com 14 temas de José Afonso reinventados pelo grupo a propósito dos vinte anos da morte do músico aveirense.

Integram o álbum temas como "Verdes são os campos", de Luís de Camões, "No comboio descendente", de Fernando Pessoa, ou "Senhor poeta", de Manuel Alegre, que dá o título ao álbum.

Em declarações à agência Lusa, quando saiu o álbum, o guitarrista Ricardo Costa disse que "José Afonso continua a ter uma sonoridade contemporânea e é incontornável para as novas gerações".

"José Afonso trouxe uma roupagem inovadora à música portuguesa, explorando o âmago da música tradicional e popular", explicou na altura o músico.

O Prémio José Afonso, no valor monetário de cinco mil euros, foi criado há vinte anos, em 1988, com o objectivo de homenagear o compositor português e incentivar a criação musical de raiz portuguesa.

Em 2007 o galardão foi atribuído à Brigada Victor Jara, que se junta a uma galeria de artistas como Sérgio Godinho, Fausto, Filipa Pais, Dulce Pontes e Vitorino.


Lisboa, 14 Nov (Lusa)


Fonte: http://vejambem.blogspot.com/2008/11/frei-fado-del-rei-vence-o-prmio-jos.html

Zeca Afonso recordado em debate sobre a música e a transição democrática em Madrid - 2008-09-26 03:49

Os 20 anos da morte de Zeca Afonso serviram segunda-feira à noite de pano de fundo para um debate em Madrid sobre o papel da música nas transições para a democracia em Portugal e Espanha.

O debate foi protagonizado, entre outros, pelos músicos Luis Pastor e Júlio Pereira.

Pastor, o musico espanhol que mais cantou Zeca Afonso - e que também se tornou famoso pela sua obra política e de intervenção - recordou que a maioria dos músicos e do publico espanhóis desconheceu, durante muitos anos, a obra do artista português.

"Havia muitos músicos e muitos artistas espanhóis que não conheciam Zeca Afonso e a sua obra. Na altura França, ou a América Latina eram maiores influências. Mas quem ouvia pela primeira vez, a lírica, a música, enamorava-se", recordou.

"Acabou por ter um impacto tremendo tanto entre os músicos espanhóis como entre o público. E acabou por ser a porta de entrada para se conhecer outras vozes portuguesas da altura", disse.

Hoje, explicou o musicólogo Pedro Calvo, ainda é impossível encontrar discos de Zeca Afonso nas lojas de música de Madrid, mas a música e a obra do músico português já são mais conhecidos.

"Foi um avançado do seu tempo. Que se fosse hoje seria reconhecido pelo seu papel na fusão de músicas do mundo, mais além do que o gigantesco papel que hoje já lhe é reconhecido", frisou.

Para Pastor, numa "época em que a música começou a ser vista como uma arma" Zeca Afonso surge como referencial obrigatório "a nível, moral e de compromisso" tanto no espaço ibérico, como fora dele.

"Era um homem contra a corrente, mas que recuperava a canção popular, um professor, um pedagogo", sublinhou.

"Tudo é redutor quando se fala de Zeca Afonso", acrescentou o músico português Júlio Pereira, destacando a vontade de José Afonso de exportar o que era a cultura portuguesa para outros espaços.

Tanto Pastor como Pereira recordaram os últimos anos, difíceis, da vida de Zeca Afonso, tendo o músico espanhol recordado que alguns músicos se juntavam, semanalmente, num bar de Madrid, a tocar e a cantar obras do músico português para angariar dinheiro para lhe levar.

"Passou anos terríveis. No dia em que ele morreu, de 22 para 23, estávamos no bar Elige-me, como todas as segundas-feiras, a cantar músicas dele. Tínhamos ido a Portugal levar-lhe dinheiro 15 dias antes", recordou Pastor.

Júlio Pereira - que produziu os últimos três álbuns de Zeca Afonso - disse que o mais estranho foi ver o músico "intelectualmente bem para trabalhar, mas sem voz e com o corpo a desaparecer".

"Foi uma doença muito estranha. De um homem que foi muito mais do que músico, que conhecia e queria saber do mundo, que era genuinamente humano. Que gostava mais das pessoas que da música", disse.

Para Luis Martin, comissário da Mostra Portuguesa e moderador do debate, Zeca Afonso acaba por ter uma transcendência "além de Portugal" tendo sido "um percursor da dita música do mundo" muito antes de nomes mais sonantes como Peter Gabriel, a terem internacionalizado.

João de Melo, conselheiro cultura da embaixada de Portugal em Madrid e 'pai' da Mostra Portuguesa, rematou o debate recordando a importância que Zeca Afonso teve na formação da consciência de todos os portugueses, tanto dentro como fora do mundo da música.

"Cada um de nós tem uma história pessoal com Zeca Afonso e hoje não me imagino a olhar para Portugal, para o que aconteceu nas últimas décadas, sem incluir Zeca Afonso", disse.

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos, que ficou conhecido como José Afonso ou Zeca Afonso, foi um dos mais importantes cultores do fado de Coimbra e tornou-se depois o maior símbolo da canção de intervenção contra o regime político que se vivia em Portugal.

Natural de Aveiro, onde nasceu em 1929, José Afonso morreu em Setúbal em 23 de Fevereiro de 2007, vítima de esclerose lateral amiotrófica.

Madrid, 11 Nov (Lusa)

Fonte: http://vejambem.blogspot.com/2008/11/zeca-afonso-recordado-em-debate-sobre.html

Professores portimonenses gravam disco de tributo a Zeca Afonso - 2008-09-26 03:49

Os poemas com ideais de liberdade são os mesmos, mas a voz não. Zeca Afonso já não canta, mas um grupo de cinco professores da Escola Júdice Fialho, em Portimão, quis perpetuar as suas canções e a sua mensagem num CD de tributo ao músico que foi um dos rostos do combate ao Estado Novo.

Luís Antunes, Nuno Baptista, José Vieira, Simeão Quedas e Marco Diogo, apesar das diversas áreas de formação, (são professores de Língua Portuguesa, História, Geografia ou Ciências da Terra e da Vida), tinham em comum o gosto pela música e pela personalidade de Zeca Afonso. Daí, até à gravação de um álbum de homenagem ao músico, o percurso não foi muito longo.

«Eu e o Simeão, ao longo de muitos anos, fazíamos espectáculos de tributo ao Zeca Afonso, por altura do 25 de Abril. Depois, eu, o Nuno e o José, em vários eventos na escola, protagonizávamos momentos musicais com algumas músicas do Zeca. Já no ano passado, fizemos um espectáculo, todos juntos, na escola, de tributo ao 25 de Abril, que foi bom e teve boa adesão e achámos que esta ideia fazia sentido», contou Luís Antunes, um dos vocalistas do grupo, em conversa com o «barlavento», na qual, também participaram Nuno Baptista, José Vieira e Simeão Quedas.

Os professores/músicos explicaram que este se trata de «um projecto de escola e é através dela que se está a fazer a divulgação», mas acrescentaram que «perspectivámos um projecto nosso, da escola, da cidade e da própria região algarvia».

Para transformar este disco ? actualmente com 200 cópias que serão vendidas na papelaria da Escola Júdice Fialho ? num projecto a nível regional e comercializado em grandes superfícies, faltam os apoios, uma vez que, estes, só chegam a posteriori.

«Estamos à espera de respostas da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia e da Direcção Regional de Educação, que a escola já contactou», adiantaram ao «barlavento».

A apresentação do álbum ao público, em concerto, ainda não está marcada mas o grupo espera fazê-lo o quanto antes uma vez que a cerimónia oficial de lançamento para a escola Júdice Fialho vai decorrer na quinta-feira, dia 13 de Novembro.

A receptividade dos mais novos em relação à vertente artística dos seus professores tem sido, segundo eles, «espectacular, pois miúdos que não têm idade para pensar e preocupar-se com questões políticas gostam das músicas, interessam-se e trauteiam algumas letras». «Esta é uma forma de aproximar Zeca Afonso dos mais jovens», acrescentou Luís Antunes.

Em termos musicais, o professor explicou que «os temas estão revestidos com o nosso cunho muito pessoal, de tal forma que, se pudéssemos desenhar a envolvência musical deste disco seriamos nós mais o Zeca Afonso, pois é uma forma muito original de interpretá-lo».

Em tempos conturbados para os professores, em que a motivação e o tempo, por vezes, escasseiam, o aparecimento de um projecto desta natureza surge como uma novidade mas, para os docentes, «este é um álbum que envolve muita amizade entre as pessoas e, quando assim é, quem corre por gosto não cansa».

Um dos grandes objectivos deste grupo de docentes passa por «levar o espectáculo às escolas e humanizá-las quer pela música quer pela mensagem e valores transmitidos nos poemas» porque, como está referido no interior da caixa do CD «homenagear Zeca Afonso é um ideal de vidas, de liberdades. Oiçam-no. É feito para vós».


11 de Novembro de 2008 Nuno Costa

in Barlavento online

Fonte: http://vejambem.blogspot.com/2008/11/professores-portimonenses-gravam-disco.html


Nova colectânea: "Todos cantam Zeca Afonso" - 2008-09-26 03:49


01. José Mário Branco/Amélia Muge/João Afonso - Maio Maduro Maio
02. Cristina Branco - Canção de Embalar
03. Fernando Machado Soares - Maria Faia
04. Mariza - Menino Do Bairro Negro
05. Tonicha - Resineiro Engraçado
06. Jacinta - Se Voaras Mais Ao Perto
07. Teresa Silva Carvalho - Vejam Bem
08. Frei Fado D´ El Rei - A Morte Saíu À Rua
09. Paula Oliveira & Bernardo Moreira - Os Índios Da Meia-Praia
10. Carla Pires - Traz Outro Amigo
11. Uxia - Verdes São Os Campos
12. Sons da Fala - Venham Mais Cinco
13. Lua Extravagante - Adeus Ó Serra Da Lapa
14. Lena d´ Água - Era Um Redondo Vocâbulo
15. Rosa Madeira ? Menina dos Olhos Tristes
16. João Afonso - Bombons De Todos Os Dias
17. Couple Coffee & Band - Vampiros
18. Carlos do Carmo - Menino d´Oiro
19. Amalia Rodrigues - Grândola Vila Morena
20. Júlio Pereira - Viva O Poder Popular

Farol Música

Fonte: http://vejambem.blogspot.com/2008/11/nova-colectnea-todos-cantam-zeca-afonso.html


Carta a propósito de um boato - 2008-09-26 03:49

No dia 4 de Outubro, dia em que nós, núcleo do norte da Associação José Afonso, realizámos o tributo a Vítor Jara na ESMAE, fomos surpreendidos com a afirmação de que o nosso manifesto, lido no início do espectáculo, seria um plágio de um texto já publicado. Estranha afirmação. Estranha, porque tendo a apresentação realizada, recorrido a música, poesia e materiais de outros, não nos furtámos à identificação dos autores, nem ao agradecimento a quem nos emprestou o seu talento, a sua cumplicidade ou mesmo a sua paciência. Estranha, porque na nossa forma de trabalho, a consideração pela criação alheia, a necessidade de partilha e a procura de vozes solidárias, têm alicerçado a nossa prática. Estranha enfim, porque completamente alheia à nossa realidade e aos nossos propósitos.

O que nos leva a não desprezar o sucedido, são as razões que poderão estar envolvidas na sua génese. Aparentemente aquilo que parece ser uma simples falta de carácter, poderá não o ser. Alguém apossar-se de algo que não lhe pertence é, infelizmente, uma situação corrente. Mas se a esse facto juntarmos a lembrança de que alguém se esforçou também para que a verdade fosse subvertida, também isto uma situação corrente, as coisas, por muito que isso nos desagrade, mudam de figura. É que além de quererem fazer de nós os usurpadores, pretendem, pelo que conseguimos perceber, que a mentira possa ganhar assento público. Assim, antes que as acusações sobre a idoneidade do nosso trabalho adquiram uma dimensão indesejada e de todo injusta e injustificada, vimos manifestar a nosso repúdio por semelhante tipo de procedimento.
Todos aqueles que têm acorrido ao nosso chamamento, todos os que têm dito presente às diferentes iniciativas por nós realizadas, todos os que connosco se têm comprometido, todos os que têm dado o seu trabalho, merecem que estejamos atentos a este tipo de comportamentos e os saibamos combater. É a toda essa gente, ao exemplo e memória do Zeca, a todos os associados da AJA e aos princípios éticos e políticos que as nossas iniciativas convocam, que nos sentimos obrigados a dar resposta.

O episódio é facilmente desmontável. Num blog ? "CHUVISCOS" cujo editor dá pelo nome de José Gomes -apareceu o texto do manifesto do tributo a Vítor Jara, ainda com a formulação que inicialmente chegou a ter, abusivamente assinado por alguém que pretende ser o seu legítimo autor. O texto inclui mesmo referências que posteriormente concluímos estarem erradas e por isso foram sendo alteradas no processo da sua feitura, mas que terão escapado ao blogista. Todos estes factos, para além das datas da sua divulgação via mail, poderão facilmente demonstrar a fraude com que nos confrontamos. Mas como acima referimos, tememos não estar perante um simples e isolado caso de falta de carácter. Os passos que outros deram a seguir, obrigam-nos a estar atentos a actos que possam vir a por em causa a legitimidade do trabalho realizado, que duvidem da seriedade com que este tem vindo a ser feito e acima de tudo que venham ferir a forma calorosa como tem sido recebido.

Seria para nós mais fácil e, deixar-nos-ia porventura mais satisfeitos, acreditar que estamos perante uma simples e inconsequente falta de carácter e de educação, mas preferimos estar prevenidos. Por isso esta breve carta pretende alertar os que connosco têm estado, porque em nada alteraremos os nossos procedimentos. Não deixaremos de perseguir o convívio com todos os espaços de liberdade que consigamos encontrar e não deixaremos de procurar outras vozes solidárias.


O Núcleo do Norte da Associação José Afonso


Fonte: http://vejambem.blogspot.com/2008/11/carta-propsito-de-um-boato.html

Irene Pimentel vai lançar fotobiografia de Zeca Afonso - 2008-09-26 03:49

A historiadora Irene Pimentel, autora de várias obras sobre o século XX português, vai lançar até ao final do ano uma fotobiografia do cantor e compositor José Afonso, o que considerou "uma ousadia".

"Eu comecei por estudar pessoas que não tinham nada a ver comigo", afirmou em declarações à Lusa a investigadora, que acaba de publicar um livro sobre o inspector da PIDE Fernando Gouveia e também é autora de uma fotobiografia do cardeal Cerejeira.

Agora, a historiadora foi desafiada a fazer um trabalho sobre uma figura da cultura e a escolha recaiu em Zeca Afonso.

"Mas aí foi uma ousadia, porque eu conheci o Zeca Afonso, tenho os discos todos, ouvi a música dele, fui marcada por ela", revelou.

Irene Pimentel considerou que Zeca Afonso "é uma figura altamente contraditória".

"Isso fascinou-me", confessou, sublinhando que era uma pessoa "muito individualista" e "muito marcada pelo surrealismo".

A investigadora, que venceu o Prémio Pessoa em 2007, está também a trabalhar numa série documental sobre a PIDE, para a RTP, com Jacinto Godinho.

"Estamos na fase de entrevistas, sem preocupações com o tempo para que também fique em arquivo", disse Irene Pimentel, que está também "à procura de pides", convicta de que os mais importantes já desapareceram, mas alguns "agentes de segunda" ainda cá estão.

EO.

Lusa/Fim


Fonte: http://vejambem.blogspot.com/2008/10/irene-pimentel-vai-lanar-fotobiografia.html

José Mário Branco na Culturgest dias 30 e 31 de Outubro - 2008-09-26 03:49

Convidado pela Culturgest para criar um espectáculo único e específico para o Grande Auditório, José Mário Branco fará aquilo que sempre fez nos seus álbuns e espectáculos: uma referência ? como alguém escreveu, sempre autobiográfica ? ao estado em que, no seu sentir, se encontra a sociedade de que faz parte.
Será nos dias 30 e 31 de Outubro de 2008, às 21h30, no Grande Auditório·

Tomando como base o mais recente repertório, José Mário Branco decidiu optar por um formato ?em tripé? para os músicos que o acompanharão em palco. Primeiro, um conjunto de músicos, todos eles excelentes intérpretes-compositores que o têm acompanhado nos últimos anos nos momentos cruciais: José Peixoto, Carlos Bica, Rui Júnior, Filipe Raposo ou Guto Lucena, instrumentistas de excepção.

Segundo, como no seu álbum mais recente Resistir É Vencer (2004), a presença de um quarteto de cordas (liderado pelo jovem Luís Morais, concertino e professor em Viena) irá reforçar o pendor introspectivo que sempre existe quando José Mário Branco nos fala do mundo e da vida.

E, terceiro, os convidados muito especiais deste espectáculo: os Gaiteiros de Lisboa (grupo de que José Mário Branco fez parte na sua primeira fase) irão garantir duas componentes sempre presentes na sua música, as partes corais e as percussões. Este conjunto de músicos permitirá apresentar em Lisboa (pela primeira vez, e talvez única) a canção-rap-fleuve Mudar de Vida, escrita para o concerto de Abril de 2007 na Casa da Música, no Porto. Por isso este concerto se chama Mudar de Vida?-?2.

José Mário Branco é um artista do seu tempo e da sua comunidade. E este tempo é de introspecção e de eterna busca, mas também de denúncia (?Isto não é sociedade que se apresente?) e de acção (?Vamos mudar de vida!?).

Voz, guitarra José Mário Branco
Guitarra José Peixoto
Contrabaixo Carlos Bica
Percussão Rui Júnior
Piano, teclados Filipe Raposo
Sopros Guto Lucena
1º Violino Luís Morais
2º Violino Jorge Vinhas
Viola Joana Moser
Violoncelo João Pires
Concepção e direcção musical José Mário Branco
Guião José Mário Branco e Manuela de Freitas
Foto Isabel Pinto

Classificação: M/12Informações e reservas21 790 51 55Duração 1h30 - 20 Euros (Jovens até aos 30 anos: 5 Euros. Preço único)

culturgest.bilheteira@cgd.pt

Bilhetes à venda: Culturgest-Fnac-Bliss-Livrarias Bulhosa (Oeiras Parque)-lojas Abreu-Wortenwww.ticketline.sapo.ptReservas -707 234 234


Fonte: http://vejambem.blogspot.com/2008/10/jos-mrio-branco-na-culturgest-dias-30-e.html

Teresa Torga - 2008-09-26 03:49



Júlio Pereira, Luís Represas, Minela e Moz Carrapa no programa "A música dos outros"

Fonte: http://vejambem.blogspot.com/2008/10/teresa-torga.html

Mais um achado... - 2008-09-26 03:49



RAPSÓDIA EPF 5.241

Vampiros/Menino do Bairro Negro/Quadras (José Afonso) - Canção Longe (folclore açoreano) - Pastor do Bensafrim (José Afonso) - Leanor (José Afonso)

Na contracapa, escreveu José Afonso:

A viola, como instrumento destinado a acompanhar o cantor, foi perdendo nos nossos dias o papel subalterno que lhe destinavam os tradicionais conjuntos de guitarras.

Quer como factor de execução com a finalidade de indicar ou desenvolver um tema musical adequado às suas características e recursos, quer interpretando, a par da voz humana, o papel de protagonista num diálogo que não admite interferência de outra qualidade expressiva, a sua autonomia exige da parte do ouvinte uma intimidade e uma discreção idêntica à que em tempos prendia o trovador ao seu auditório.

Estas canções, ditas e executadas pela viola de Rui Pato, pretendem restituir-vos a esse clima inicial de silêncio a que a sua sensibilidade, pouco afeita aos ritmos trepidantes da guitarra eléctrica, se foi de há muito habituando.

Pela delicadeza das suas interpretações, valorizadas por uma acertada combinação de acordes, oscilando em cadências sempre variadas num processo de construção melódica que incessantemente se renova - esses solos constituem uma experiência que, creio eu, agora se inicia no nosso panorama musical.


Encontrado AQUI


Fonte: http://vejambem.blogspot.com/2008/10/mais-um-achado.html


Apresentação do livro "Canto de Intervenção 1960-1974" - 2008-09-26 03:49

Obra apresentada pelo Jornalista Nuno Pacheco. Recital de música, sobre a obra em destaque, com o cantor Francisco Naia, acompanhado à guitarra clássica por José Carita e Ricardo Fonseca em que serão interpretados temas de José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Luís Cília, Sérgio Godinho, José Mário Branco, Manuel Freire, Francisco Fanhais e José Jorge Letria.
Canto de Intervenção 1960-1974 é uma viagem pela memória colectiva recente, que nos fala de Utopia, de Liberdade, de Poesia.
Poesia que é a essência do Canto de Intervenção. Dos poetas - Florbela Espanca, Sophia de Mello Breyner, Luís de Camões, Fernando Pessoa, Manuel Alegre, José Afonso - se chegou à intervenção; porque intervenção sem Poesia é apenas um panfleto, com o seu tempo próprio e histórico, mas que cai no esquecimento. Ao contrário de ?Trova do Vento que Passa?, ?Canção com Lágrimas?, ?Menina dos Olhos Tristes?, ?Menino do Bairro Negro?, ?Vampiros?, ?Redondo Vocábulo?, ?Pedra Filosofal?, ?Que Força é Essa?, ?Vemos Ouvimos e Lemos?, ou ?Cantigas do Maio?.

Canto de Intervenção 1960-1974, constitui-se assim ?numa singular contribuição para uma história ainda por fazer: a da evolução da música popular portuguesa no século XX?.
(Nuno Pacheco, director-adjunto do Público)


Data : 14-11-2008
Local : Livraria Trama, Lisboa pelas 21:30
Livraria Trama - Rua S. Filipe Nery, nº25 B, ao Rato


Fonte: http://vejambem.blogspot.com/2008/10/apresentao-do-livro-canto-de-interveno.html

"O Canto de Intervenção" em Santo Ildefonso - 2008-09-26 03:49

Rua de Gonçalo Cristóvão, no Porto, junto ao Edificio do Jornal de Notícias



Fonte: http://vejambem.blogspot.com/2008/10/o-canto-de-interveno-em-santo-ildefonso.html

Lançamento do Festival Cantar Abril 2009 - 2008-09-26 03:49

Realiza-se no próximo dia 31 de Outubro, pelas 21 horas, no Teatro Municipal de Almada, o lançamento da 2ª edição do Festival Cantar Abril, que contará com um espectáculo de Fernando Tordo & Stardust Orchestra Tour.

O Festival Cantar Abril é uma iniciativa da Câmara Municipal de Almada que se realiza de dois em dois anos, durante o mês de Abril, e que tem como finalidade valorizar a música de intervenção e o seu papel histórico no alcançar das liberdades e, ao mesmo tempo, homenagear todos os que defenderam esses ideais e a democracia em Portugal.

O Festival tem carácter nacional, estando aberto a artistas individuais e grupos.
Os concorrentes podem apresentar trabalhos nas duas modalidades existentes:
- Recriação de Canções da Resistência
- Criação de Canções da Liberdade (novas músicas e letras)

Em cada edição são atribuídos os seguintes prémios:
Prémio Adriano Correia de Oliveira ? Recriação
Prémio Ary dos Santos ? Poesia
Prémio José Afonso ? Interpretação e Música
Prémio Carlos Paredes - Prémio carreira

1ª Edição do Festival

Na 1ª edição do Festival Cantar Abril, a Tuna Académica de Lisboa com o ?Homem na Cidade?, de Ary dos Santos, arrecadou o Prémio Adriano Correia de Oliveira, que galardoa a melhor Recriação de Canções da Resistência.

O Prémio José Afonso que contempla a melhor Canção Inédita de Liberdade foi atribuído a Teresa Gentil, autora e intérprete da canção ?George?.

O melhor poema das novas canções da liberdade, contemplado pelo Prémio Ary dos Santos, foi atribuído a Regina Guimarães, pela letra da canção ?Lengalonga ? Longalenga?.

O Prémio Carlos Paredes foi atribuído ao cantor Carlos do Carmo, uma distinção pela sua carreira de relevo da música nacional.

Fernando Tordo
O cantor completa 43 anos de actividade ininterrupta em 2008 e para assinalar a data foi preparada uma digressão nacional (Fernando Tordo & Stardust Orchestra Tour). "Lisboa de Feira", "Tourada", "Adeus Tristeza", "Só Ficou o Amor por Ti", são alguns dos muitos temas que irão ser interpretados.

Lançamento do 2º Festival Cantar Abril com o espectáculo de Fernando Tordo & Stardust Orchestra Tour
31 de Out. (6ª-feira) - 21h00 ? Entrada livre mediante lotação da sala.
Teatro Municipal de Almada
Av. Prof. Egas Moniz, Almada


Fonte: http://vejambem.blogspot.com/2008/10/lanamento-do-festival-cantar-abril-2009.html

Colóquio sobre José Afonso em Madrid - 2008-09-26 03:49


Madrid, 17 Out (Lusa) - Uma retrospectiva de Manoel de Oliveira, um debate sobre o papel da música nas transições políticas em Portugal e Espanha e um festival de gastronomia são algumas das ofertas da 6ª edição da Mostra Portuguesa em Madrid.

O extenso calendário da edição deste ano - a mais ambiciosa de sempre e que se alargará entre finais de Outubro e Dezembro - inclui ainda vários concertos musicais, exposições, debates literários e encontros filosóficos.

Detalhes de todo o calendário serão divulgados apenas na próxima semana, num encontro com jornalistas no Circulo de Bellas Artes em Madrid.

Dados preliminares avançados hoje pela Embaixada de Portugal em Madrid - uma das entidades que promove a Mostra - referem que estão previstos concertos de Mísia, Júlio Pereira, David Fonseca, António Rosado e o duo de Maria João e Mário Laginha.

No campo cinematográfico, e além do ciclo homenagem a Manoel de Oliveira, está prevista uma mostra de curtos de recente produção, incluindo o "Call Girl" que o próprio realizador, António-Pedro Vasconcelos, apresentará aos públicos madrilenos.

O calendário inclui exposições de fotografia e artes plásticas, com artistas como Helena Almeida, Edgar Martins, Carlos Bunga Albuquerque Mendes e Richard Câmara.

No capítulo de exposições há ainda a referir a mostra arquitectónica "21 Projectos do Século 21" e a apresentação do último do desenho português na 1ª Bienal Iberoamericana de Desenho.

Um dos momentos mais antecipados da mostra é um debate-colóquio sobre a incidência da música e da canção popular nas transições políticas de Espanha e de Portugal, em que serão recordados os 20 anos da morte de Zeca Afonso.

As artes culinárias marcam presença através do chefe da Tivoli Hotels & Resorts, Luis Baena, conhecido como uma das vozes da renovação da gastronomia portuguesa.

Além da semana da cozinha portuguesa, no Hotel Intercontinental em Madrid, Baena participará também nas jornadas gastronómicas de portas abertas onde o público pode saborear a sua cozinha.

Na sua sexta edição a Mostra Portuguesa é organizada pela Embaixada de Portugal, pelo Instituto Camões, Governo de Espanha - através dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Cultura - e pela autarquia de Madrid.

ASP.

Lusa/Fim



Fonte: http://vejambem.blogspot.com/2008/10/colquio-sobre-jos-afonso-em-madrid.html

Mais um canal de comunicação - 2008-09-26 03:49

A AJA tem agora uma conta no SKYPE. Para falar connosco basta procurar "Associação José Afonso" e ver se estamos em linha. Se ainda não têm basta ir a http://www.skype.com/ e fazer a descarga do programa.


Fonte: http://vejambem.blogspot.com/2008/10/mais-um-canal-de-comunicao.html